Como é ter seis cães em um apartamento?


Ter cinco (+ um lar temporário, Azuki) cães já causa espanto na maioria das pessoas. E ter todos eles dentro de um apartamento? A pergunta mais comum no nosso dia-a-dia, depois do espanto inicial, é como lidamos com tantos animais. Lembrando que além dos cães, somos pais de quatro mini coelhinhos, mas eles têm um quarto exclusivo só deles e não tem acesso total pela casa, por segurança.
Primeiro, o apartamento não pode ser pequeno. Quando saímos de São Paulo, procuramos por um imóvel maior e que eles pudessem ter espaço para brincar, correr e o principal, descansarem em um cantinho calmo que fosse da escolha de cada um. Por exemplo, nem sempre o Cookie está disposto a encarar horas de brincadeira com a Jujuba e então ter muito espaço dentro do apartamento era um fator imprescindível para que o descanso dele e a brincadeira dela pudessem acontecer, ao mesmo tempo, sem estressar ninguém.
Eu sei que uma casa seria uma solução perfeita já que somos uma família grande, porém eu não estou preparada ainda para essa fase da vida. Infelizmente sabemos a condição da nossa cidade e sabemos que os roubos são frequentes e por muitas vezes, inevitável. E se porventura, algum dos meus fossem roubados em algum assalto, eu certamente surtaria.
Ai entra um pouco de sorte e adestramento. Os nossos meninos são extremamente calmos. Eles vieram castrados do canil e isso facilitou MUITO na convivência entre eles. A nossa preocupação, sempre, fica entre as meninas. Tanto a Mel quanto a Jujuba são bastante territorialistas e ciumentas e confesso que isso já gerou algumas brigas que estamos corrigindo com adestramento!
Pelo fato da gente não ter a rotina de passeios diários nas ruas, o espaço, novamente, é fator importante nas nossas vidas. Eles são cães de pequeno porte, porém precisam gastar suas energias e por termos bastante espaço, essa questão é resolvida com facilidade.
Muita gente me pergunta se realmente vale a pena dar uma companhia para seu cão. E por mais que eu seja super suspeita a dizer isso... SIM, VALE MUITO A PENA
Pode doer escrever e ler isso, mas para os nossos cães, por mais que a gente os trate como filhos, uma companhia entre a mesma espécie é totalmente diferente e no meu ponto de vista, é extremamente importante. Além do cão se socializar, conseguem gastar melhor suas energias e não sentem tanto a nossa ausência.
No meu caso, eu trabalho em casa e fico pouquíssimas horas longe deles. Mas eu sei que não é a rotina da maioria das pessoas e por isso que eu indico mais ainda a ter mais de um cão em casa. 
Porém, há alguns fatores a serem pensados antes de sair comprando ou adotando um outro animal. Primeiro, os custos aumentam consideravelmente, principalmente com vacinação. E no caso de ter 3 ou mais cães, que é o meu caso, as viagens ficam cada vez difíceis de acontecer. Não digo pelo custo de hospedagem e sim porque quase não há opções de hotéis e pousadas que aceitem mais de 2 cães por quarto. Além das companhias áreas que aceitam, normalmente, apenas 2 cães por voo e apenas 1 cão por pessoa.
Há também a hipótese do cão primogênito rejeitar a presença do novo amigo e isso gerar custos com adestramento. 
Eu não troco a minha vida de mãe de 5 + 1 + 4 por nada. A gente acaba se privando de algumas coisas, confesso, porém o amor e a alegria que eles nos trazem recompensa qualquer privação.
Espero que nosso relato tenha ajudado quem pensa em ter mais de um.

Um final não tão feliz


Há alguns dias atrás, Cookie se reencontrou com aquela menina que iria realizar uma cirurgia importante e que pediu que ele, como "super herói", estivesse lá porque "nunca falham". Ela estava confiante no meu filho.

Claro, ele não estava lá durante o procedimento. Mas certamente o coração dele nunca saiu de perto daquela menina.

O encontro não foi como esperávamos. Ela operou, ficou na UTI por quase 15 dias e não resistiu. Nos primeiros dias, ainda consciente, ela esperou pelo nosso menino, mas por várias questões (das quais não vamos entrar no mérito) essa visita não aconteceu.

Recebi a notícia do falecimento e mesmo não sabendo como o Cookie iria reagir diante dessa nova experiência, eu aceitei leva-lo para despedir daquela menina que tinha tanto brilho nos olhos. Que tanto nos tocou diante daquele pedido inocente.


Eu estava exausta emocionalmente por causa da saúde do cachorro idosinho da minha mãe, mas eu sabia que essa visita precisava acontecer. Como sempre, enquanto arrumava o Cookie, eu conversei. A nossa ligação é de alma e nos entendemos pelo olhar. Pode parecer meio doideira, mas é real isso.
Expliquei o que estava acontecendo e o que iríamos fazer. E se ele estava preparado para isso. Ele apenas me olhou. Não esboçou nada. E isso me deixou em dúvida. Mas segui o que meu coração estava mandando.


Chegamos ao local sobrecarregado de muita emoção, tristeza e comoção. Ela só tinha 11 anos e sonhava ser veterinária. Ela se chamava Daniela, coincidentemente ou não, nome igual ao meu.
A reação da família, principalmente da mamãe da menina, foi de extrema gratidão. Entre lágrimas, eles agradeceram o Cookie como se ele realmente tivesse sido herói. E ali, ele se fez terapeuta novamente e trouxe um pouco de paz para aqueles corações aflitos.


Deixei o Cookie livre para que ele escolhesse o lugar que fosse mais confortável para ele. E para a nossa surpresa, ele se deitou ao lado da menina. O semblante triste dele me incomodou porque eu sabia que não era assim que gostaríamos de ter encontrado a Danizinha. Permanecemos pouco tempo ali pois como eu já disse... quando o fardo está pesado demais para ele é hora da mamãe tira-lo de "cena". 


Ao nos despedir da família, pedi permissão para aproximar o Cookie dela para a última despedida. E ali, eu tive certeza que meu coração estava certo: essa visita realmente precisava acontecer.
Meu menino, com toda delicadeza, deixou seu último beijo em sua mãozinha e deu um leve suspiro como se desculpasse por não ter conseguido ser "tão herói". E naquele momento, a mamãe da Dani nos disse que graças ao Cookie, a menina havia aceitado entrar em cirurgia. E mesmo que não tivesse a curado, a pequena conseguiu ter os momentos mais tranquilos e com menos dor em 5 anos de luta contra a doença. 


Só podemos pedir para que Deus acalme o coração dessa família que passamos a admirar muito.
O Cookie ficará sem visitar as crianças por algum tempo até que ele se recupere. Por enquanto, a terapia dele será com idosinhos. 

Um dia de super-herói


E hoje o Cookie deixou sua bandana de cão terapeuta de lado e vestiu capa de super herói. E eu, como mãe, nunca imaginei que fosse presenciar uma cena tão bonita como a de hoje. 

Acompanhar um terapeuta de crianças que lutam contra uma doença tão cruel como o câncer tem um peso bem sacrificante na maioria das vezes. A gente sente a dor da morte, a dor da família, a dor da mãe que perde seu filho. 

Eu ainda lido com a dor que meu Cookie sente toda vez que perde um "grande amigo" nessa batalha. O vazio no olhar dele. A confusão que tudo isso acaba gerando na ingenuidade dele.
Mas entendemos que esta é a missão dele aqui na Terra.


Eu já disse isso por várias vezes e quem o conhece pessoalmente pode reforçar: o Cookie é diferente. Ele tem uma sensibilidade fora do comum e talvez fora do alcance do nosso entendimento.


Só que hoje foi diferente de tudo que já havíamos vivenciado. Ele nunca teve contato, como cão terapeuta, com crianças tão novas. A visita foi para crianças de 0 a 3 anos de idade. Eu procurei me envolver em muita tranquilidade e confiar no meu filho. Eu tinha plena certeza que o Cookie conseguiria lidar com muita leveza, como sempre faz.


E foi assim que ele chegou, vestindo sua capa de super herói, naquela sala colorida. Eu o conduzi, para cada criança, para que eles pudessem se apresentar. E sem que eu dissesse nada, o Cookie entendeu que era necessário chegar com mais calma. Meu filho se "apresentou", sentando na frente de cada um, beijando suas mãozinhas e dando o sorriso mais bonito que já vi no rostinho dele. 


E eu vi brotando um sorriso tímido, um brilho no olhar daqueles que estavam ligados em fios que forneciam a cura de tudo aquilo. Alguns arriscaram pega-lo no colo e o Cookie, mais uma vez, com uma delicadeza enorme que eu não imaginei que ele pudesse ter, se aninhou em cada um que o quis mais pertinho. Deu amor. Deu carinho. Deu cumplicidade. Deu esperança.


No fim, o que era uma visita para crianças de 0 a 3 aninhos, já havia virado uma reunião alegre de crianças até 10 anos.


Quando o super herói já estava para sair dali, pois sua visita havia acabado e as crianças também precisavam descansar, uma delas nos parou para dar um último beijo no Cookie. Amanhã ela vai fazer uma cirurgia importante e então ela disse, olhando nos olhos do meu filho...


"Cookie, será que você pode me operar amanhã? Porque super herói nunca falha"...


Eu não tive reação a não ser segurar as lágrimas e afrouxar a guia dele. O Cookie? Com maestria, abaixou a cabeça para que ela pudesse fazer um carinho e quando ela aproximou o rosto, ele deu um beijo e eu senti que naquele gesto ele estava dizendo que ia ficar tudo bem.

Feliz 2019

FELIZ 2019!

Eu sei que estamos meio sumidos daqui, mas uma das minhas metas desse ano que se inicia é produzir muito mais conteúdo para vocês. Tenho muita coisa bacana programada, conciliando nosso canal do YouTube. 

Esperamos que todos estejam bem e estejam preparados para tanta ideia que tem brotado na minha cabeça! hahaha


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