Fratura do Cookie


Ele tinha quase sete meses de idade, fazia um pouco mais de um mês conosco quando o Cookie acreditou ter super poderes e caiu do colo do papai. Já tínhamos conhecimento de fragilidade de cães pequenos e mesmo com todos os cuidados, o acidente aconteceu.

Para completar nosso desespero, era uma sexta-feira de feriado e madrugada. Eu só lembrava de um hospital veterinário e não pensamos duas vezes e fomos para lá. Ele gritava muito e eu acreditava que a patinha estava "torta". 

A nossa experiência com esse hospital que fica na Vila Mariana, zona sul de São Paulo, foi a pior possível. O médico veterinário não conseguia "manter" o Cookie imobilizado e queria mante-lo internado pois havia suspeita de fratura. Porém, como mãe de primeira viagem e super coruja, eu não deixei. Fizeram uma tala de contenção muito "estranha" na qual o esparadrapo envolvia todo o corpinho do Cookie. Sim, corpinho cheio de pelo e esparadrapo não combinam!

Na manhã seguinte, uma amiga indicou um local de confiança dela, o hospital veterinário Pet Care. E juro, foi a nossa benção! Fomos para a unidade do Ibirapuera e desde o primeiro momento fomos muito bem atendidos. Eu não me recordo do nome do veterinário, mas ele foi muito carinhoso e extremamente paciente. Nos tranquilizou e fez o primeiro atendimento. Retirou a tala feita na noite anterior e pasmem: foi necessária uma sedação para que todo aquele esparadrapo fosse retirado do corpo do Cookie com menos dor possível. Afinal, a pata estava com fratura, sim, e o pelo todo grudado. 

Porém, naquele momento, não havia nenhum médico especialista em ortopedia e então foi agendado apenas para dali alguns dias. Foi feita uma tala de melhor qualidade e que ajudou o Cookie a sentir menos dor e ele foi devidamente medicado. 

A primeira consulta com o ortopedista não foi das mais animadoras. Cookie estava com fratura total da patinha, praticamente no "pulso". Felizmente a fratura não teve um desvio acentuado e por este motivo havíamos duas opções: a tala ou a cirurgia.

O doutor explicou que a cirurgia era mais certeira, porém, no caso do nosso pequeno, ele teria que operar, pôr a placa. E assim que o osso cicatrizasse, teríamos que fazer outra cirurgia para a remoção da mesma. Ou seja, duas cirurgias, dois pós operatórios, duas situações com anestesias. Como eu sou a mãe bundona, eu optei pela tala. Nos foi alertado que a recuperação iria demorar e talvez não resolver, porém eu queria deixar a cirurgia como última opção. Caso nada desse certo, ai sim, a gente submeteria nosso filho a este procedimento. 

Não foram as semanas mais agradáveis da minha vida. Ver nosso filho sofrer e você conseguir fazer tão pouco não é nada bacana. O Cookie ficou restrito durante duas semanas nesse cercado da foto ao lado. De início, eu deixei no nosso quarto. Como eu trabalho em casa, ficou um pouco mais fácil. Mas não funcionou e ele começou a gritar porque queria ficar por perto. E então, durante essas duas semanas, eu levava o Cookie e todo cercado para cada canto da casa. E sim, até no banheiro.

Depois de duas semanas, o médico liberou o acesso irrestrito à casa. Cookie continuava de tala e agora com colar para que não cutucasse tanto a sua talinha. É, ele realmente estava ficando bom. O colar foi adaptado, pois o P era muito pequeno no pescoço por causa da pelagem. E a M era muito grande e não permitia que ele se alimentasse. Então, pusemos uma coleira de pescoço no colar tamanho M para ajustar e não tirar com facilidade. E cortamos o colar para que ele pudesse comer e beber sem precisar de nossa ajuda.

Os retornos ao ortopedista eram semanais. Íamos a Pet Care duas vezes por semana para acompanhar a calcificação do osso. Porém, por causa da talinha, a almofadinha também se machucou e então a preocupação aumentou. Era a recuperação do osso e a cicatrização do ferimento sem que inflamasse ou infeccionasse. 

Nas duas primeiras semanas não tivemos boas notícias. O osso não estava "juntando" por mais que ele ficasse de repouso e tala. E então, na terceira semana, já com o calo ósseo formado, foi tirada a tala para que ele pudesse apoiar mais a patinha e consequentemente "juntasse" as duas partes do osso. Porém, qualquer esforço ou brincadeira mais brusca poderia quebrar e ai teríamos que recorrer a cirurgia. Era um momento bem delicado e crucial. E então, o médico veterinário nos pediu para que montasse o cercado, um pouco menor e com uma "tampa". O Cookie não poderia fazer movimentos arriscados como ficar em pé e depois, ao retornar ao chão e apoiar a pata fraturada. 

E foi exatamente assim que o Cookie ficou por mais uma semana. No vídeo ao lado dá para perceber a disposição do cercado e que ele estava sem talinha. A patinha está bem fininha!

Dá para perceber o desespero dele também, mas não havia outra alternativa. Corríamos o risco de perder tudo e até agravar mais a situação caso ele quebrasse a pata novamente.

Bom, na quarta semana de recuperação, finalmente, o osso começou a juntar e então a recuperação foi mais rápida. Foi um mês e meio de idas semanas ao hospital. Com inúmeras talas coloridas, muitos raios x e muita gritaria por parte do Cookie. Não foi necessária a cirurgia, graças a Deus, porém não foram semanas muito agradáveis. Mante-lo preso, na maior parte da recuperação, não foi nem um pouco tranquilo para a gente.

Após a liberação pelo ortopedista, o Cookie demorou cerca de 2 meses para recuperar a total confiança nas patinhas. Ele não pulava, não arriscava corridas e também não ficava de pé. Atualmente, após praticamente dois anos da fratura, ele já não tem mais sequela nenhuma!

Lembrando que cada caso é um caso diferente. Procure SEMPRE um médico veterinário de sua CONFIANÇA ou com REFERÊNCIAS DE COLEGAS E AMIGOS. Nós indicamos a Pet Care e o Dr. Vinicius (ortopedista). 

Mas caso seu filho venha a fraturar a patinha, mantenha a calma. Pode ser impossível, mas eu sei como é o sofrimento e manter a serenidade faz toda a diferença. Principalmente na decisão de tratamentos. E levar com seriedade todo o tratamento, inclusive os repousos. Foi extremamente desgastante manter o Cookie preso dentro de cercados tão pequenos, mas tenho plena ciência de que foi crucial para sua total recuperação.

Seguem os raios x feitos da fratura. A primeira foto é do diagnóstico. A segunda mostrando que o osso não estava cicatrizando. E na terceira, o osso já refeito, sem desvio e fratura.

  


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